Ilia Topuria é hospitalizado e chamado de desistente após UFC Casa Branca

Primeira derrota dele terminou com a toalha do córner e uma ida ao hospital. Rivais como Islam Makhachev e Jake Paul fizeram críticas e provocaram o ex-campeão

Rodrigo Silva

Publicado em: 15/06/2026 - 10:56

Atualizado em: 15/06/2026 - 10:56

3 min de leitura

Ilia Topuria com o rosto marcado após a derrota para Justin Gaethje no UFC da Casa Branca

Topuria saiu para o hospital após perder o cinturão e a invencibilidade no UFC Freedom 250. Foto: Instagram @iliatopuria

Ilia Topuria perdeu mais do que o cinturão na Casa Branca. O ex-campeão dos leves do UFC saiu rumo ao hospital e, horas depois, virou alvo de rivais, que o chamaram de desistente.

Ilia Topuria com o rosto marcado após a derrota para Justin Gaethje no UFC da Casa Branca
Topuria saiu para o hospital após perder o cinturão e a invencibilidade no UFC Freedom 250. Foto: Instagram @iliatopuria

A cena fechou a noite mais dura da carreira de Topuria. Invicto até então, ele foi dominado por Justin Gaethje no UFC Freedom 250, no último domingo (14), e teve a luta interrompida pelo córner no fim do quarto round.

O evento entrou para a história por outros motivos também. Foi a primeira vez que o UFC montou um octógono no gramado da Casa Branca, em Washington, na celebração dos 250 anos dos Estados Unidos. Todas as sete lutas da noite terminaram antes do tempo.

Por que Topuria foi chamado de desistente

A polêmica nasceu da forma como a luta acabou. Topuria não caiu nocauteado em pé. Quem encerrou o combate foi a equipe dele, que jogou a toalha para poupar o atleta de mais castigo.

Para parte dos lutadores, isso pegou mal. Nomes de peso como Islam Makhachev, Arman Tsarukyan e Jake Paul foram às redes e acusaram Topuria de desistir. A crítica toca num código antigo do esporte, o de “sair no escudo”, lutar até o fim mesmo em desvantagem.

Vale o contraponto. A parada partiu do córner, não do próprio Topuria, e veio depois de rounds de punição severa. Na prática, a decisão protegeu a saúde do atleta.

A ida ao hospital e a suspeita de fratura

O estado físico de Topuria explica a preocupação. Logo após a luta, ele foi levado direto ao hospital para exames de imagem.

Na coletiva, o presidente do UFC, Dana White, deu o tom da gravidade. Disse que Topuria estava muito machucado e que o olho dele tinha aparência de fratura na órbita, embora sem confirmação médica. White afirmou ainda que não pensa em colocar o atleta para lutar tão cedo e que o foco agora é a recuperação.

O irmão de Ilia, Aleksandre Topuria, ajudou o lutador a deixar a arena. As imagens do rosto inchado correram o mundo nas horas seguintes.

Como a invencibilidade ruiu

Até esta luta, Topuria carregava a aura de quase imbatível. Eram 17 vitórias em 17 lutas, com cinturões em duas categorias e o posto de número 2 no ranking peso por peso. No caminho, nocauteou lendas como Alexander Volkanovski, Max Holloway e o brasileiro Charles Oliveira.

Contra Gaethje, o roteiro mudou cedo. Topuria foi cortado já no primeiro round, algo raro na trajetória dele. Os olhos incharam round a round. No fim do terceiro, o médico entrou no octógono para avaliar a visão do atleta, e o árbitro Marc Goddard liberou a sequência. No quarto, uma joelhada brutal no corpo, somada à enxurrada de golpes, levou o córner a encerrar tudo.

Gaethje virou o primeiro homem a interromper Topuria no MMA profissional e assumiu o cinturão indiscutível dos leves. O cartel de Topuria caiu para 17 vitórias e 1 derrota. Aos 29 anos, Topuria ainda tem tempo de sobra para reescrever a história. Mas a noite na Casa Branca deixou duas marcas difíceis de apagar: a primeira derrota e a pergunta, agora pública, sobre o jeito como ela aconteceu.



Rodrigo Silva

Rodrigo Silva é editor-chefe do Ponto de Combate, portal dedicado a artes marciais. Com mais de 10 anos de experiência em comunicação, transitou por importantes veículos como RIC TV, Banda B e Bem Paraná. Na bagagem trouxe expertise em jornalismo, estratégia digital e negócios para o universo das artes marciais. Formado em Jornalismo pela Universidade Positivo, aprofundou sua formação com especializações em Mídias Digitais, Marketing, Gestão de Comunicação e Assessoria, além de MBA em Transformação Digital e Inovação. Atualmente cursa MBA em Gestão Comercial e Vendas. O perfil generalista tem o objetivo de integrar excelência editorial com visão estratégica de crescimento. No Ponto de Combate, Rodrigo combina agilidade na produção de conteúdo com gestão estratégica. O objetivo final é levar jornalismo de qualidade e conhecimento aprofundado sobre artes marciais para os leitores.

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