Poatan perde, mas não se arrepende de trajetória: “não seria quem sou hoje”

Nocauteado por Ciryl Gane na Casa Branca, o brasileiro encarou a derrota sem mágoa e deixou claro que o risco sempre foi parte do jogo

Rodrigo Silva

Publicado em: 15/06/2026 - 11:22

Atualizado em: 15/06/2026 - 11:22

3 min de leitura

Poatan de cabeça erguida no octógono após a derrota para Ciryl Gane no UFC da Casa Branca

Mesmo nocauteado por Gane, Poatan afirmou que não se arrepende do risco. Foto: @alexpoatanpereira

Poatan perdeu a luta, mas não perdeu a postura. Logo após ser nocauteado por Ciryl Gane na Casa Branca, Alex Pereira encarou o revés sem arrependimento e resumiu a própria filosofia em poucas palavras.

“Esse é o risco. Se eu não tivesse arriscado todas as vezes que eu lutei, não seria quem eu sou hoje”, disse o brasileiro

Derrota não abalou Poatan

A frase veio minutos depois de um nocaute duro. No segundo round do co-main do UFC Freedom 250, Gane acertou um golpe de encontro, derrubou o brasileiro e fechou a conta no chão, com socos e cotoveladas. Em seguida, o árbitro encerrou o combate.

Mesmo assim, Poatan não baixou a cabeça. Em vez de lamentar, ele lembrou que toda a trajetória dele nasceu de apostas arriscadas. Por isso, tratou o resultado como parte natural de quem sempre escolheu o caminho mais difícil.

O que estava em jogo?

O peso da noite ajuda a entender essa serenidade. Antes da luta, Poatan perseguia um feito inédito. Ele queria ser o primeiro atleta a conquistar cinturões em três categorias diferentes do UFC, já que tinha sido campeão dos médios em 2022 e dos meio-pesados em 2023.

Além disso, o prêmio ia além do cinturão. Dias antes, Dana White afirmou que uma vitória de Poatan e um terceiro título o colocariam acima de Jon Jones na lista dos maiores de todos os tempos. Ou seja, não era uma luta qualquer.

No entanto, o roteiro virou no segundo assalto. Gane, mais ágil e técnico, impôs o ritmo e neutralizou as principais armas do brasileiro. Como resultado, o sonho do tricampeonato ficou para outro dia.

Frase indica que fim de Poatan não deve ser cravado

A história recente, porém, joga a favor do brasileiro. Afinal, esta não foi a primeira vez que Poatan caiu e se levantou. Antes, em 2025, ele perdeu o cinturão dos meio-pesados, depois subiu de categoria e seguiu em frente. Aos poucos, transformou cada tropeço em combustível.

Agora, o futuro segue em aberto. Depois da luta, Poatan afirmou que vai conversar com a equipe antes de decidir se permanece nos pesos-pesados ou se retorna aos meio-pesados. Em vez de uma resposta no calor do momento, ele preferiu o silêncio dos bastidores.

E é justamente aí que mora a boa notícia. Mesmo derrotado, o brasileiro deixou a Casa Branca de cabeça erguida e com a mentalidade de sempre. Para quem acompanha a trajetória dele, isso pesa quase tanto quanto um título.

Por fim, fica a lição que Poatan repete a cada fase difícil. O risco assusta, mas é ele que separa o atleta comum do lutador que vira ídolo. E, enquanto existir esse risco, dificilmente alguém vai apostar contra a volta dele.

Rodrigo Silva

Rodrigo Silva é editor-chefe do Ponto de Combate, portal dedicado a artes marciais. Com mais de 10 anos de experiência em comunicação, transitou por importantes veículos como RIC TV, Banda B e Bem Paraná. Na bagagem trouxe expertise em jornalismo, estratégia digital e negócios para o universo das artes marciais. Formado em Jornalismo pela Universidade Positivo, aprofundou sua formação com especializações em Mídias Digitais, Marketing, Gestão de Comunicação e Assessoria, além de MBA em Transformação Digital e Inovação. Atualmente cursa MBA em Gestão Comercial e Vendas. O perfil generalista tem o objetivo de integrar excelência editorial com visão estratégica de crescimento. No Ponto de Combate, Rodrigo combina agilidade na produção de conteúdo com gestão estratégica. O objetivo final é levar jornalismo de qualidade e conhecimento aprofundado sobre artes marciais para os leitores.

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