Quero lutar MMA: 4 bases por onde você pode começar

O MMA combina trocação e grappling em pé e no chão. Escolher a base certa acelera a evolução de qualquer iniciante

Rodrigo Silva

Publicado em: 15/05/2026 - 17:39

Atualizado em: 15/05/2026 - 17:39

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Lutar MMA — Carlos Prates celebra vitória dentro do octógono do UFC

Carlos Prates celebra vitória no UFC. Foto: UFC/Divulgação

Decidir lutar MMA e ir para um treino é fácil. A dúvida que paralisa a maioria é a seguinte: por onde começo? A resposta não é única, mas existe um caminho mais inteligente do que sair treinando tudo ao mesmo tempo.

Segundo o UFC, o MMA é um esporte de contato que permite uma grande variedade de técnicas de luta e habilidades de uma série de outros esportes de combate. As regras permitem técnicas de trocação e luta agarrada tanto em pé quanto no chão. Na prática, isso significa que uma luta de MMA pode acabar de qualquer jeito. Quem só sabe fazer uma coisa está em desvantagem antes de começar.

As 4 bases de quem quer lutar MMA

O UFC aponta quatro modalidades como as principais bases técnicas do MMA: o Boxe, com movimentação de pés e golpes de punho; o Muay Thai, que combina socos com chutes, joelhadas e cotoveladas; o Jiu-Jitsu Brasileiro, desenvolvido a partir das técnicas do mestre japonês Esai Maeda e modificado para ser mais eficiente contra oponentes mais fortes; e o Wrestling, considerado o esporte mais antigo do mundo, focado em derrubar o adversário sem golpes traumáticos.

Não é preciso dominar as quatro para entrar na luta de MMA. Basta escolher uma e construir a partir daí.

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UFC: Regras Unificadas definem o jogo

As Regras Unificadas das Artes Marciais Mistas chegaram em setembro de 2000, aceitas pela Comissão Atlética Estadual de New Jersey. O UFC 28, em novembro do mesmo ano, foi o primeiro evento regulamentado por esse conjunto de regras, que ainda governa o esporte até hoje. Elas contêm diversas categorias de peso, critérios de julgamento, formas de vencer uma luta, regulamentações de segurança e quase 30 tipos de penalidades.

Entender as regras ajuda a decidir por onde começar. Como a luta de MMA pode terminar em pé ou no chão, quem não sabe se defender no chão perde a maioria das lutas antes de poder usar os golpes em pé.

Por onde começar na prática

O caminho mais comum para quem quer lutar MMA é iniciar com Jiu-Jitsu ou Wrestling para desenvolver o jogo de chão e adicionar Boxe ou Muay Thai para a trocação. A lógica é simples: o chão é onde a maioria dos iniciantes perde.

O UFC Performance Institute, um dos mais importantes centros de desenvolvimento de performance esportiva do mundo, acompanha atletas brasileiros na superação de deficiências técnicas e físicas. Segundo a organização, o MMA surgiu há pouco mais de 25 anos e os atletas e cientistas do instituto são pioneiros no desenvolvimento da ciência desse esporte.

Isso mostra que mesmo profissionais de alto nível identificam lacunas técnicas e trabalham para corrigi-las. Para iniciantes, o processo é o mesmo: identificar o ponto fraco e começar por ele.

O papel do Brasil na luta de MMA

No UFC 1, em 12 de novembro de 1993, o brasileiro Royce Gracie derrubou um paradigma ao mostrar ao mundo que uma luta real também se define no chão. Ele nocauteou o boxeador Art Jimmerson em 2 minutos e 18 segundos, aplicou um mata-leão em Ken Shamrock em 57 segundos e finalizou o holandês Gerard Gordeau em 1 minuto e 44 segundos na final.

O Jiu-Jitsu Brasileiro colocou o Brasil no centro da luta de MMA há mais de 30 anos. Não é coincidência que o país continue produzindo campeões no UFC até hoje.

O passo mais importante não é escolher a base perfeit

Rodrigo Silva

Rodrigo Silva é editor-chefe do Ponto de Combate, portal dedicado a artes marciais. Com mais de 10 anos de experiência em comunicação, transitou por importantes veículos como RIC TV, Banda B e Bem Paraná. Na bagagem trouxe expertise em jornalismo, estratégia digital e negócios para o universo das artes marciais. Formado em Jornalismo pela Universidade Positivo, aprofundou sua formação com especializações em Mídias Digitais, Marketing, Gestão de Comunicação e Assessoria, além de MBA em Transformação Digital e Inovação. Atualmente cursa MBA em Gestão Comercial e Vendas. O perfil generalista tem o objetivo de integrar excelência editorial com visão estratégica de crescimento. No Ponto de Combate, Rodrigo combina agilidade na produção de conteúdo com gestão estratégica. O objetivo final é levar jornalismo de qualidade e conhecimento aprofundado sobre artes marciais para os leitores.

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