Rafaela Silva, Rafael Macedo e a corrida do judô brasileiro por Los Angeles 2028

A temporada 2026 começou com ouro em Paris, campeão pan-americano inédito e 17 atletas no top 20 mundial. O judô brasileiro nunca esteve tão bem posicionado para LA 2028

Rodrigo Silva

Publicado em: 02/06/2026 - 18:02

Atualizado em: 02/06/2026 - 18:02

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Rodolfo Buhrer/Eurasia Sport Images/Getty Images

Rafaela Silva em competição de judô pelo Brasil em 2026. Foto: Rodolfo Buhrer/Eurasia Sport Images/Getty Images

O judô brasileiro entrou em 2026 com um objetivo claro: construir o caminho para Los Angeles 2028. Quatro meses depois, os resultados mostram que o país está no caminho certo. Rafaela Silva abriu a temporada com ouro no Grand Slam de Paris em fevereiro. Houve a quebra de um jejum de dez anos sem brasileiros no lugar mais alto do pódio da etapa francesa.

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Rafaela Silva em competição de judô pelo Brasil em 2026. Foto: Rodolfo Buhrer/Eurasia Sport Images/Getty Images

Rafael Macedo conquistou o primeiro ouro pan-americano da carreira em abril. E o Brasil terminou o Campeonato Pan-Americano com a melhor campanha da história do evento.

Rafaela Silva: a volta mais importante do judô brasileiro

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O Grand Slam de Paris é, ao lado do Grand Slam de Tóquio, o evento mais prestigiado do Circuito Mundial de Judô. Em toda a história do evento, apenas outros quatro brasileiros conquistaram o ouro: Edinanci Silva em 2000, João Derly em 2006, Leandro Guilheiro em 2010 e Mayra Aguiar em 2012 e 2016.

Rafaela fez a campanha perfeita na etapa. O ouro foi o primeiro título internacional desde que subiu do peso -57kg para o -63kg, há um ano. Com o resultado, ela adicionou 1.000 pontos ao ranking mundial e entrou, pela primeira vez, no top 10 da categoria no peso -63kg.

A trajetória de Rafaela em 2026 vai além do resultado em Paris. Na sequência, ela conquistou o segundo ouro do ano no Grand Prix da Áustria em março. Dois ouros em dois meses em competições do Circuito Mundial IJF é a consistência que o judô brasileiro precisava ver dela na nova categoria.

Rafael Macedo: o ouro pan-americano que mudou a temporada

Rafael Macedo conquistou o primeiro ouro pan-americano da carreira no Campeonato Pan-Americano Sênior 2026, em Cidade do Panamá, em abril. Com o resultado, ele soma um ouro, três pratas e um bronze em Pan-Americanos e acumula mais 700 pontos no ranking mundial.

O resultado tem peso estratégico. A partir de 2025, o Campeonato Pan-Americano passou a valer 800 pontos para o campeão no ranking da IJF, mais do que um ouro em Grand Prix. Macedo chegou à competição como medalhista olímpico por equipes em Paris 2024 e saiu como campeão continental inédito.

O Brasil no ranking mundial: 10 atletas no top 10

Antes do Grand Prix da Áustria, o Brasil tinha 10 atletas posicionados no top 10 mundial de suas respectivas categorias, e outros sete no top 20. São 17 brasileiros entre os melhores do mundo no judô, distribuídos por categorias masculinas e femininas.

Esse número é relevante para a corrida olímpica. A classificação para Los Angeles 2028 começa em junho de 2026, com os pontos acumulados no Circuito Mundial IJF definindo quem representa cada país nos Jogos.

O que vem a seguir: Baku e a corrida olímpica

Com o início da corrida por vagas nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 marcado para junho, o calendário da CBJ inclui 12 etapas de Grand Slam e Grand Prix, além do Campeonato Mundial Sênior em Baku, no Azerbaijão, em outubro.

O Mundial em Baku é o principal termômetro da temporada. Atletas que chegarem ao pódio em outubro consolidam posições no ranking olímpico e chegam ao ciclo final de classificação para LA 2028 com vantagem sobre os concorrentes. Para Rafaela Silva e Rafael Macedo, a temporada de 2026 já é a mais importante da carreira.

Rodrigo Silva

Rodrigo Silva é editor-chefe do Ponto de Combate, portal dedicado a artes marciais. Com mais de 10 anos de experiência em comunicação, transitou por importantes veículos como RIC TV, Banda B e Bem Paraná. Na bagagem trouxe expertise em jornalismo, estratégia digital e negócios para o universo das artes marciais. Formado em Jornalismo pela Universidade Positivo, aprofundou sua formação com especializações em Mídias Digitais, Marketing, Gestão de Comunicação e Assessoria, além de MBA em Transformação Digital e Inovação. Atualmente cursa MBA em Gestão Comercial e Vendas. O perfil generalista tem o objetivo de integrar excelência editorial com visão estratégica de crescimento. No Ponto de Combate, Rodrigo combina agilidade na produção de conteúdo com gestão estratégica. O objetivo final é levar jornalismo de qualidade e conhecimento aprofundado sobre artes marciais para os leitores.

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