Boxe brasileiro: de Servílio de Oliveira a Bia Ferreira, uma história de conquistas

Por mais de 40 anos o Brasil teve apenas uma medalha olímpica no boxe. O que mudou a partir de 2012 transformou o esporte no país

Rodrigo Silva

Publicado em: 20/05/2026 - 11:54

Atualizado em: 20/05/2026 - 11:55

3 min de leitura

boxe brasileiro — atleta celebra vitória no ringue olímpico com punho erguido

Boxe olímpico brasileiro: trajetória de conquistas desde 1968. Foto: CBBoxe / Divulgação

O boxe brasileiro teve uma virada de chave muito importante após 2010. Até aquele ano, país tinha em sua história apenas uma grande conquista olímpica: a medalha de bronze conquistada por Servílio de Oliveira nos Jogos Olímpicos da Cidade do México, em 1968. Por mais de quatro décadas, aquele bronze solitário era tudo que o país tinha no boxe olímpico. O que veio depois mudou completamente esse cenário.

O primeiro bronze e o longo jejum

O Brasil conquistou duas medalhas de bronze nos Jogos Olímpicos da Cidade do México 1968: Servílio de Oliveira, no boxe peso-mosca, e a dupla Reinaldo Conrad e Bukard Cordes, na vela. No boxe, aquele bronze ficou sozinho por mais de 40 anos.

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Boxe olímpico brasileiro: trajetória de conquistas desde 1968. Foto: CBBoxe / Divulgação

O legado de Servílio atravessou gerações dentro da própria família. Luiz Gabriel Oliveira, o Bolinha, é neto de Servílio de Oliveira, primeiro brasileiro a conquistar medalha olímpica no boxe. Bolinha conquistou o bronze nos Jogos Olímpicos da Juventude de Buenos Aires 2022 na categoria até 57kg. As conquistas de avô e neto têm mais de 50 anos de diferença e carregam a história do clã.

A virada de chave há 16 anos

Em 2019, Beatriz Ferreira venceu a chinesa Cong Wang na final do Campeonato Mundial de Boxe Feminino na Rússia e foi eleita a melhor atleta da competição, que reuniu 226 boxeadoras de 56 países. No mesmo ciclo, Bia foi campeã dos Jogos Sul-Americanos de 2018, dos Jogos Pan-Americanos de 2019 e do Mundial de 2019, até conquistar a prata em Tóquio na categoria leve até 60kg.

Tóquio 2020: o melhor resultado olímpico da história

O boxe foi um dos carros-chefes do Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, com a conquista de três medalhas, uma de cada cor: ouro com Hebert Conceição, prata com Beatriz Ferreira e bronze com Abner Teixeira.

Foi o melhor resultado olímpico do boxe brasileiro em toda a sua história. Três atletas, três pódios, três cores diferentes.

Beatriz Ferreira: a maior boxeadora do Brasil

Beatriz Ferreira foi a primeira atleta da história do Boxe Feminino do Brasil a conquistar a primeira posição do Ranking Mundial da AIBA na categoria leve. No Campeonato Mundial na Rússia em 2019, foi a primeira brasileira a ser eleita a melhor atleta de um Campeonato Mundial de Boxe Feminino.

Bia Ferreira é multicampeã mundial e vice-campeã olímpica. Sua trajetória representa a consolidação do boxe brasileiro feminino como uma das maiores forças do esporte mundial.

O boxe brasileiro hoje

O Centro de Treinamento da Equipe Olímpica Permanente do Boxe fica em Santo Amaro, zona sul de São Paulo, e recebeu elogios do presidente do COB Paulo Wanderley pela estrutura e pelos bons resultados recentes da modalidade. A Confederação Brasileira de Boxe organiza o calendário do boxe brasileiro em cbboxe.org.br.

Rodrigo Silva

Rodrigo Silva é editor-chefe do Ponto de Combate, portal dedicado a artes marciais. Com mais de 10 anos de experiência em comunicação, transitou por importantes veículos como RIC TV, Banda B e Bem Paraná. Na bagagem trouxe expertise em jornalismo, estratégia digital e negócios para o universo das artes marciais. Formado em Jornalismo pela Universidade Positivo, aprofundou sua formação com especializações em Mídias Digitais, Marketing, Gestão de Comunicação e Assessoria, além de MBA em Transformação Digital e Inovação. Atualmente cursa MBA em Gestão Comercial e Vendas. O perfil generalista tem o objetivo de integrar excelência editorial com visão estratégica de crescimento. No Ponto de Combate, Rodrigo combina agilidade na produção de conteúdo com gestão estratégica. O objetivo final é levar jornalismo de qualidade e conhecimento aprofundado sobre artes marciais para os leitores.

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